Microconto #3:
O caminho já está traçado
Basta, agora, não caminhar.
Microconto #4:
Não sentia dor de cabeça porque não conseguia sentir a cabeça.
Microconto #5:
Então ela disse:
- Entenda!
E não entendeu porque disse isso.
Microconto #6:
De repente achou que podia escrever,
mesmo com os dedos mais gastos que as teclas.
27.8.09
Da série: Repente. Versão: Microconto
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26.8.09
Da série: Repente. Versão: Microconto
Microconto #1:
Era só uma brisa
Que devastou uma alma inteira.
Microconto #2:
É como o sol poente
Brilha divina pra dar lugar à escuridão.
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21.8.09
Semirrelato (quase) secreto
Se algo se torna público, como num blog como este - mesmo que o acesso seja zero -, este algo já não é mais secreto. Portanto, este é um semirrelato quase secreto. Semi porque o que será revelado é pouco, é superficial.
***
Ah, se soubessem o que ando discursando e aprontando por aí. Sou um alguém sem amarras. Profissionalmente, tenho responsabilidades, vulgo "empregos", e faço tudo o que posso para cumpri-las competentemente. Orgulho-me e me parabenizo todos os dias que consigo realizar as tarefas do dia-a-dia que estão sob meus cuidados. Mas não me prendo a regras estabelecidas; dou-me a liberdade de atuar da forma que acho conveniente e coerente dentro das minhas convicções, desde que não haja prejuízo no resultado final, no objetivo do que deve ser realizado. E é por isso que digo, com um sorriso malicioso no canto dos lábios, que um certo caos poderia se estabelecer se soubessem o que ando aprontando por aí.
Muita gente que convive comigo sabe que produzo, há algum tempo, um projeto que deveria ser um pré-projeto de mestrado mas que acabará, provavelmente, tornando-se um estudo independente. Isto por uma convicção do meu momento atual. Não me interessa colocar este texto dentro de regras acadêmicas que passarão por um crivo de doutores que, talvez, desconfigurem a ideia original. Talvez eu esteja sendo equivocado, talvez o pré-projeto, com todas as suas anormalidades se consideradas as determinações da academia, seja aceito e conclamado pelos doutores que, assumo, pré-julgo neste momento. Mas, por enquanto, mantenho minha posição. E aí, repito: ah, se soubessem o que ando aprontando por aí. Falta-me experiência, mas me sobra vontade e ousadia.
A pergunta que fica neste texto é: o que o futuro reservará para quem semirretalar o que é (quase) secreto?
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10.7.09
Sem sentido, sem texto e um blog pra atualizar
O mais interessante em não escrever neste blog com frequência é saber, internamente, que não há exatamente algo para se escrever aqui. Há, sim, o que escrever. Todo dia, se alguém se importa em saber. Aliás, há muito o que escrever. Há muito que, escrito aqui, eu deixaria de esquecer. E isso seria muito, muito bom. Porque há muita coisa que eu esqueço pois não escrevo. Isto é: há muita coisa que eu penso. Há muitos orgasmos cerebrais, portanto, por quê não compartilhar aqui? A resposa é: não sei. Nunca foi um costume meu escrever para os outros. E, o pior de tudo, é que este espaço é quase solitário. Escrevo aqui para mim mais do que para os outros. Não sigo as regras básicas de um blog que gostaria de ser lido. Deveria, já que resolvi criá-lo. Mas nunca me preocupei com isso. Definitivamente, escrevo aqui quando, de repente, como agora, decido fazê-lo. E, se você está aqui lendo este texto, aposto que foi casual; uma curiosidade ou uma pesquisa de google mal sucedida. Ou lembrou, num lapso, de acessar o site. Ou (duvido) você colocou o endereço do blog no seu leitor de feed RSS e, tcharan, apareceu uma postagem nova - que não deve ter te empolgado muito.
Opa, dizia eu que escrevo neste blog mais pra mim do que pros outros e estou eu aqui falando diretamente e direcionadamente a você. Quanto acaso! E quanto tempo que eu não usava a tecla de exclamação! Gostei!
Hoje minha irmã chegou. Veio visitar mamãe, papai, irmãos. Veio ela, marido e minha sobrinha, cada vez mais linda e inteligente. Minha irmã emagreceu. Taí, ela só vai saber que confessei esse elogio se ler este texto. Estamos todos felizes com a vinda dela. Estamos todos felizes. Você também está feliz, mesmo que tudo esteja errado na sua vida. Porque, se há algo errado, existe seu oposto, lá do outro lado e mesmo que você (ainda) não veja.
Taí. Um texto sem sentido que faz sentido. Não há motivo pra escrever. Mas há motivo pra pensar. Se penso, escrevo. Se penso, escrevo?
Bom dia, seja qual for.
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22.5.09
Artigo #26 | Casa do Galo
Leia o artigo onde ele foi originalmente publicado clicando AQUI:
Segue abaixo para quem tem preguiça de clicar e ver o ótimo portal da Casa do Galo:
Tudo o que você queria saber sobre propaganda e ninguém teve paciência para explicar*
Vamos a algumas questões que nos rodeiam no nosso dia-a-dia:
- O que o consumidor quer consumir de propaganda?
- Como vou conseguir a atenção das pessoas e convencê-las?
- Como colocarei meu cliente na vida dos consumidores?
- A mídia impressa vai acabar?
- Quando é que a maioria das televisões será digital?
- O que o consumidor quer consumir de propaganda hoje?
- Devo apostar nas novas tecnologias para a classe C, como o celular, por exemplo? Afinal de contas, a classe C é a que mais consome… e todos eles têm celular, não têm?
- O que o consumidor quer?
- Quem é esse consumidor?
Estas e muitas outras perguntas fazem parte deste “novo momento” da comunicação que tentamos compreender. É nosso trabalho. É preciso. E para facilitar, organizar e tentar entender tudo isso, eu fiz uma divisão sem muito cuidado, sem muito critério. Foi simplesmente para facilitar.
As respostas que tanto queremos seguem dois fatores que vejo, basicamente, assim:
- As empresas continuarão produzindo de acordo com a situação econômica, política, ambiental e social do momento.
- As pessoas continuarão consumindo o que pode na situação econômica, política, ambiental e social do momento.
…
Aí você deve se lembrar que não é um publicitário vinte quatro horas por dia. Você pode querer, tentar, parecer ser um publicitário todo este tempo, mas não é. Você está ali no meio. Você é uma das pessoas que consome o que pode e das empresas que produzem na situação econômica, política, ambiental e social do momento. E você faz propaganda para empresas que produzem de acordo com a situação econômica, política, ambiental e social do momento.
Portanto, a grande resposta para todas as nossas inquietações é:
Amanhã, acorde, dê bom dia a si mesmo, tome seu café da manhã e faça tudo o que você tem que fazer e tudo o que aparecer para você fazer no dia de amanhã; pense o que tenha que pensar no dia de amanhã e, quando este dia de amanhã acabar, se olhe no espelho, dê boa noite e durma. Repita o processo depois de amanhã.
O importante é: em nenhum momento se preocupe com respostas. Apenas seja uma pessoa que faz parte desta situação econômica, política, ambiental e social de hoje.
* Título do livro “Tudo o que você queria saber sobre propaganda e ninguém teve paciência para explicar”, de Júlio Ribeiro.
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15.5.09
Reforma ortográfica: um problema e uma solução

Taí. Pra quê estudar as mudanças de ortografia se o brasileiro é tão criativo e a internet está aí pra ajudar, não é mesmo?
Pra saber se o que você escreveu está dentro das novas normas de ortografia, é só acessar o Ortografa!, digitar a palavra, frase, texto, e deixar que o sistema verifique pra você.
Claro que sempre está sujeito a erros, mas facilita!
Fica a dica.
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8.5.09
Dolly, Dia das Mães e muita emoção
É muito provável que ninguém vai falar deste filme para televisão, feito para a marca de refrigerantes Dolly para homenagear o Dia das Mães. Eu também não vou falar, só vou te mostrar.
Feliz Dia das Mães.
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Jr Punketone
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